Mostra de Profissões bate recorde de público em Curitiba

Com 13 horas ininterruptas de oficinas, shows, visitas guiadas, orientação profissional, bate-papos e atrações para toda a família, a Mostra de Profissões da Universidade Positivo (UP) recebeu mais de 13 mil pessoas na última quarta-feira (7), em Curitiba. Entre estudantes de escolas públicas e privadas do Paraná e Santa Catarina, universitários e público em geral, o evento ofereceu atividades para ajudar os vestibulandos na escolha da profissão. Realizada desde 2001 nos meses que  antecedem o vestibular de verão, o evento recebeu, nos mais de 400 mil metros quadrados do câmpus sede – Ecoville, um número recorde de visitantes.

Uma pesquisa realizada com os alunos inscritos para a Mostra revelou que 46% dos estudantes do Ensino Médio escolhem o curso superior com a expectativa de, ao sair da Graduação, conseguir um emprego. A pesquisa mostra também que 35% dos vestibulandos escolhem o curso para realizar um objetivo pessoal. Ter um bom salário aparece em terceiro lugar, com 15% das respostas.

Por outro lado, dados dos Ipea mostram que 46,6% das pessoas com curso universitário não estão atuando na profissão para a qual se prepararam por quatro, cinco, ou até sete anos. Para o economista e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins, a taxa de aderência –  procedimento estatístico que calcula qual o percentual de diplomados em curso superior que trabalha na profissão de sua diplomação – vem caindo por algumas razões: “o mundo de trabalho tornou-se complexo, a tecnologia muda e evolui constantemente, a população cresce aceleradamente no mundo, as famílias mudam de residência com mais frequência, e tudo isso faz que as pessoas acabem trabalhando em profissões e tarefas diferentes de sua formação, ou por necessidade ou por opção” explica.

Para a estudante Amanda Luiza Felippe, 17 anos, que chegou à Mostra já sabendo que queria cursar Medicina, a visita guiada ao Laboratório de Anatomia foi essencial para coroar de vez a escolha “Eu nunca tive pressão da minha família para escolher a profissão, eu realmente sempre quis ser médica desde criança, mas nunca tive contato com o que vou ter que lidar e não sabia se ver os corpos iria gerar um desconforto, mas foi melhor do que eu imaginava”, conta.