Programa de Especialização Docente no Ensino da Ciências – PED BRASIL

Ideal para quem? 

Esta pós-graduação ofertada pela Universidade Positivo é ideal para você que deseja valorizar o seu papel como docente, criando alternativas para uma aprendizagem equitativa e compreendendo que a gestão de sala de aula impacta diretamente no aprendizado do aluno. Aprenderá a construir e aplicar um planejamento para a compreensão, centrado no aluno e aplicar atividades em grupo que facilitem o aprendizado. Gostou? Acha que esse curso combina com você? Veja agora as perspectivas do mercado de trabalho nesta área. 

 

Como está o mercado de trabalho? 

Não é de hoje que existe uma carência de professores de ciências nos ensinos médio e fundamental. E o mercado está procurando por profissionais bem preparados para atuar nas escolas.  O PED é um curso que fará a diferença na hora da seleção profissional visto que o curso propõe vivências essenciais na formação docente continuada. Consegue se ver nesse mercado? Então leia abaixo mais algumas informações sobre o curso. 

 

O que você vai poder fazer? 

  • Ensinar ciências usando práticas investigativas tais como fazer perguntas e projetar soluções.
  • Reconhecer e utilizar as competências e habilidades de linguagem prévias para se engajar com o conteúdo científico. 
  • Incorporar as tecnologias de programação no ensino moderno de ciências.
  • Caracterizar as diferentes dimensões curriculares que influenciam o ensino e a aprendizagem, compreendendo a relação e a atuação do professor.
  • Gerir salas de aula, compreendendo-a como a criação de um ambiente capaz de sustentar aprendizagens desafiadoras e equitativas.

 

Quem está apto a fazer o curso? 

  • Podem ingressar no curso professores dos anos iniciais (pedagogos), e professores de ciências dos anos iniciais, finais e médios.
  • É necessário que o profissional seja graduado e atue na área de educação (gestores, professores, pedagogos).

 

Por que escolher a UP? 

  • Na Universidade Positivo você tem a oportunidade de vivenciar e refletir sobre conhecimentos aplicados na prática.
  • Aqui você pode fazer parte de uma rede colaborativa de professores formando uma comunidade de aprendizagem.
  • Na UP, o currículo do PED Brasil é formado pela integração das dimensões acadêmica e clínica, estreitamente conectadas para ampliar a coerência do curso.

Perguntas frequentes Saiba mais

Flávia R. Amend Gabardo

Licenciatura em Ciências Biológicas pela PUCPR. Mestrado em Bioética e Especialização em Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento pela UFPR. Especialização em Gestão Escolar pela Universidade Positivo. Especialização no Programa de Especialização do Docente de Ciências pela Universidade de Stanford.

Marilda de Souza

Renata Ludovico

Graduada em Licenciatura em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Mestre em Engenharia da Produção com ênfase em Mídia e Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina.

Somente na Graduação em Medicina é necessário passar pelo período de residência? Não!

Nós, professores, também temos que aprender na prática metodologias que serão desenvolvidas em sala de aula. Precisamos observar as aulas de outros docentes e participar ativamente do processo de construção de atividades ricas e que levem ao aprendizado.

Um dos diferenciais do PED Brasil é aliar a teoria à prática. Por esse motivo, todas as atividades trabalhadas no curso são efetivamente testadas pelas professoras participantes, com o auxílio de sua mentora. Confira algumas das propostas desenvolvidas pelas participantes da turma PED 1.0.

Atividades realizada pelas professoras do 2° ano do Colégio Positivo – Propostas do módulo de Matemática

  • Robô geométrico. Quanto custa?

Objetivos:

– Reconhecer e identificar a nomenclatura de figuras geométricas planas em diferentes disposições;
– Desenvolver o raciocínio da adição por meio dos cálculos mental e escrito;
– Estabelecer equivalência de valores entre cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro.

Professoras envolvidas (participantes do curso):

– Bruna Mazaroto;
– Fabiana Damas;
– Any Karoline Prestes Navarette;
– Maíza Pallu.

Ideias e conceitos centrais:

– Reconhecimento de formas geométricas;
– Construção da relação quantidade/número;
– Aplicação de operações de adição para determinar o valor do robô.

Depoimentos dos alunos sobre a atividade:

“Nosso grupo montou vários robôs até entrarmos em um acordo para escolher o melhor.” (I.C)

“Todos ajudaram a construir e fizemos muitas contas para descobrir o preço de nosso robô.” (L.C)

“Foi preciso usar o material dourado na contagem.” (H.I)

“Foi uma atividade de Matemática muito divertida.” (A.P)

Atividades realizada pelas professoras do 6° e 7° ano do Colégio Positivo – Propostas do módulo de Matemática

  • PROJETISTA MESTRE

Objetivos:

– Desenvolver a habilidade de se comunicar matematicamente, utilizando o vocabulário adequado;
– Reconhecer polígonos. 

Professoras envolvidas (participantes do curso):

– Daiana da Rocha;
– Katherine Kobai.

Ideias e conceitos centrais:

– Manipulação do Tangram;
– Figuras geométricas planas;
– Ampliando a noção de espaço.

 

Atividades realizada pelas professoras do 3° ano do Colégio Positivo – Propostas do módulo de Matemática

  • ESTIMANDO COM A PINHA

Objetivos:

– Agrupar diferentes formas e quantidades;
– Estimar quantidade de elementos em um determinado grupo;
– Realizar cálculos mentais;
– Identificar padrões.

Professoras envolvidas (participantes do curso):

– Alessandra Borguesan Salles;
– Cristina Moreira Ramos Verderi;
– Fabiana Camargo Guimarães;
– Fernanda Carneiro;
– Jady Gaida;
– Kellen Hatum.

Ideias e conceitos centrais:

– A utilização de material concreto para desenvolver o conceito de estimativa;
– Utilização de agrupamentos para comparar o valor real com a estimativa.

Depoimento de uma professora participante:

Professora Ana Paula Vaz – Colégio Positivo Júnior

“Antes de falar a respeito do PED, preciso contar um pouco sobre minha vida e experiências.

Tenho sempre várias ideias ao mesmo tempo, por esse motivo estou com este papel agora. Afinal, se não o tivesse, nada do que articulei para falar sairia. Provavelmente, falaria menos da metade e de uma forma muito rápida.

Penso em várias coisas ao mesmo tempo e isso acontece desde muito nova. Quando meus professores mostram as atividades, já começo a pensar e tenho que começar a rabiscar, não sossego enquanto não achar uma resposta. Mas, quando criança, eu tinha certa facilidade e logo chegava a uma resolução para as atividades propostas, porém nem sempre da maneira como o professor queria.

Lembro até hoje de uma situação que foi marcante. Era uma aula de Matemática e eu cheguei ao resultado, mas não da maneira como a professora queria. Porém, dessa vez resolvi levantar a mão para explicar minha forma, mas a professora não aceitou. Eu fiquei muito decepcionada, balancei a cadeira e cai. Além da professora não ter aceitado a minha resposta, me chamou de gorda e deu a entender que eu era “burra”.

Bem… essa foi uma das situações que vivi na escola. Uma das situações que podou minha vontade de ser professora. Jurava que nunca seria! Por que estou falando isso?

Porque o PED mudou isso em mim. Mesmo sendo formada, em muitos momentos eu me questionava se era isso que eu queria, se eu era uma boa professora, se eu realmente sabia o que estava fazendo.

Aceitei o desafio. No início, achei a proposta utópica, e que seria mais um processo sem continuidade. Fui levando… Pensava que, no mínimo, sairia com um diploma dali.

Até que um dia, logo após voltar de uma cirurgia, em uma das aulas do módulo de Matemática, a professora passou por nós e disse:

– Ana, você é muito boa nisso.

Estávamos trabalhando com padrões e generalizações. Por isso, eu não acreditei muito no que foi dito, mas o elogio foi plantado como uma sementinha, e esse foi meu click para a mudança.

O curso continuou o mesmo, mas essa sementinha foi tomando conta e crescendo dentro de mim e eu dei a ela forças para que continuasse se desenvolvendo. Foi a partir disso que eu passei a aproveitar ainda mais as aulas. Foi nesse momento que eu comecei a desenterrar meus fantasmas, enfrentá-los e vencê-los. Não é um processo fácil, mas também não é impossível, basta querer.

A minha concepção de sala de aula foi desconstruída e eu ainda a estou construindo, mas sabendo que tenho uma base forte para me ajudar. Acredito que o professor tem um papel importantíssimo na vida de um aluno. Nós, que estamos no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, lidamos com a base e se não trabalharmos da maneira correta, podemos prejudicar o resto da vida acadêmica do aluno.

Eu mesmo virei uma reprodutora do que os professores faziam antigamente.

Diariamente, tenho o desafio de trabalhar com os alunos, tornando-os seres pensantes, autônomos e construtores de seu próprio conhecimento.

O PED fez com que eu acreditasse primeiramente em mim, para depois conseguir passar isso aos meus alunos. Por isso, faço o apelo de não deixar essa chama apagar, que tenham sempre novas oportunidades para que o ciclo se fortaleça.

Para fechar o trabalho, grande parte de vocês sabe que eu tenho uma irmã que trabalha no grupo com aulas de Língua Portuguesa, e nós temos pais que precisam de atenção especial. Ela fez uma crônica com minha história e eu queria compartilhar com vocês.

Apresento, então, a crônica Aquela Criança:

CRÔNICA

Aquela criança
(Ana Elisa Vaz Carvalho)

O que tinha tudo para dar errado, deu certo.

A criança gordinha estava sentada, esperando o desafio que viria da autoridade maior naquele lugar, o professor.

Aula, aula, arme e efetue, ligue, problemas e mais problemas…

O tempo foi passando… e as dúvidas foram ficando estagnadas. “Professora…”, dizia a criança. “Agora não! ” Respondia ela com medo da pergunta que estaria por vir (Aliás, esse não era uma forma de se proteger do seu medo, por saber que não sabia tudo).

A criança foi deixando de lado suas dúvidas, já achando que a Matemática era um algo fechado e com apenas um caminho para se chegar aos resultados.

Mas a criança não se deu por vencida…

Um dia se revoltou, como se revolta uma criança de 9 anos e disse: “Não fiz assim, professora! Posso mostrar como fiz? ”. E num impulso balançou-se na cadeira indo ao chão! Que vexame foi aquilo! Porém o pior ainda estava por vir… “Tinha que ser a gordinha a cair da cadeira”. O mundo caiu, chega de querer ser gente, pensou a criança.

O tempo, implacável, continuou passando e as marcas ainda ardiam. Jamais ser professora, pensava a criança.

O destino, e esse não tem como evitar, conduziu a criança a um caminho sem volta… a de se confrontar com seu passado e suas marcas. Um vestibular aqui, a mãe falando, outro vestibular ali, a mãe continuava falando e aquela criança estava cursando Pedagogia na Federal. Bem a criança marcada e que jamais queria ser professora.

O tempo, novamente o tempo, passou e o vento a soprou para um ambiente que poderia tratar aquelas marcas. Resistência, impaciência, desespero, dor (é, mexer com o que fere é assim) cercaram o início da caminhada daquela criança no PED.

E hoje a criança cresceu e tornou-se a profissional que está aqui encerrando esse ciclo e esperando que as marcas que deixará daqui para frente sejam bem diferentes com que foi marcada.

Outros depoimentos de docentes participantes do PED 1.0:

“O PED foi uma mudança muito grande, foi um crescimento pessoal e profissional. Foi transformador. Me vejo com muito crescimento e amadurecimento profissional. Foi muito significativa a devolutiva das famílias em relação ao quanto os alunos se mostram interessados. Ainda vejo que tenho muito a mudar e melhorar, mas o que eu já consegui trouxe um ganho muito significativo para a aprendizagem de meus alunos.”
Prof.ª Nayara ( Colégio Positivo – Jardim Ambiental)

“O PED representou uma nova forma de observar meus alunos, de entender como raciocinam e o que eles são capazes de fazer. A própria gestão, organização da sala de aula, a avaliação, o planejamento, enfim cada um dos módulos contribuiu para que o trabalho em sala de aula se efetivasse de acordo com os princípios do PED. Hoje, consigo perceber o quanto a atividade em grupo contribui significativamente para a evolução da aprendizagem dos alunos.”
Prof.ª Daiana (Colégio Positivo Júnior)

“Em primeiro lugar, o PED mudou minha visão de como conduzir a aula e de como as crianças aprendem com o trabalho em grupo. Vi o quanto é importante dar mais autonomia para que as crianças possam demonstrar seu raciocínio. É possível aprender dando a oportunidade para que os alunos busquem suas estratégias e elaborem seus planos para resolução. Enfim, que os alunos possam ser mais autônomos na aprendizagem.”
Prof.ª Cristina (Colégio Positivo Júnior)

“ O PED deu VIDA ao meu trabalho, no sentido de acreditar em uma educação que vise à equidade. Os questionamentos em fazer diferente em sala de aula deram o suporte para algo real, mostrando que é possível envolver os alunos durante um trabalho em grupo. Um crescimento para minha carreira.”
Prof.ª Fabiana Damas (Colégio Positivo Internacional)

“O PED mudou a minha forma de pensar a Matemática, com novas estratégias, novas formas de trabalhar, inclusive a própria organização da sala de aula. Os módulos contribuíram para minha formação. Nos módulos de Matemática, me sentia um pouco retraída pelas minhas dificuldades, mas com a troca no grupo, conseguia entender e partilhar o conhecimento. De maneira geral, o PED foi um divisor de águas; precisei desconstruir e reconstruir novamente a forma de ensinar e aprender Matemática.”
Prof.ª Kellen (Colégio Positivo Júnior)

“Foi um desafio muito grande, sempre tive muita dificuldade com a Matemática. Comecei a dar aula muito nova, muitas vezes pensei em desistir da minha profissão por conta da Matemática. Mas com o PED fui percebendo que a troca de experiências é maravilhosa e que o ensino não pode ser centrado na fala do professor e sim na troca de informações entre os alunos, pois somos recursos uns para os outros.”
Prof. ª Jady (Colégio Positivo – Jardim Ambiental)

“Gostei muito de ter participado da primeira turma do PED. Gostei de conhecer as ferramentas que nos auxiliam a fazer acontecer, da organização da sala, do planejamento, da avaliação, da retomada, do feedback. Temos que fazer atividades diferentes.”
Prof.ª Paula (Colégio Positivo Internacional)

“A parte de domínio de sala, de organização e o módulo de gestão contribuíram muito. Hoje, consigo estabelecer um contrato didático com a turma. Desenvolvi jogo de cintura para falar, para o bom convívio com os alunos, para entendê-los, conhecer o perfil deles, principalmente aqueles que apresentam mais dificuldades. O PED foi um divisor de águas, com um olhar diferente para os alunos. Agora, eu escrevo “Você pode fazer melhor!” e “Eu acredito em você!”. Antes escrevia “Mais atenção!” e “Olhe, veja bem!”.
Prof.ª Érica (Colégio Positivo Júnior)

Aplicações das atividades de Ciências no Clube de Ciências do Colégio Positivo

  • Ovo Pelado

Objetivos:

– Experimentar e discutir uma atividade guiada de investigação;
– Refletir sobre modos de tornar os conteúdos de Ciências relevantes para os alunos;
– Levantar uma chuva de ideias;
– Escrever uma lista de fenômenos científicos que poderiam ser usados como geradores de conhecimento.

Professora envolvida (coordenadora /professora do curso): Flávia Amend.

Ideias e conceitos centrais:

– Planejar uma coleta de dados;
– Elaborar uma previsão/prognóstico;
– Desenhar um modelo de seus resultados;
– Fazer perguntas;
– Planejar uma investigação;
– Coletar observações e dados;
– Analisar dados.

Depoimentos dos alunos sobre a atividade:

“ Eu sinto que estou investigando as coisas. Eu preciso pensar em todas as possibilidades. Eu prefiro a descoberta”.
Anna Luiza – 9o ano

“Nossa, professora! Agora eu entendi sua pergunta no começo do experimento. Tudo faz sentido! Como não pensamos nisso antes?”.
Lorenzo Vieira – 9o ano

  • Corante na água

Objetivos:

– Fazer perguntas e definir problemas;
– Desenvolver e usar modelos;
– Planejar e realizar investigações;
– Analisar e interpretar dados;
– Construir explicações e projetar soluções;
– Obter, avaliar e comunicar informações.

Professora envolvida (coordenadora /professora do curso): Flávia Amend.

Ideias e conceitos centrais:

– Definir problemas;
– Coletar dados sobre situações cotidianas;
– Entrevistar pessoas sobre seus problemas;
– Criar soluções usando diferentes tipos de materiais;
– Avaliar a viabilidade de soluções;
– Refinar soluções pré-existentes. 

Encontre outros cursos de Pós-Graduação
Duração 560 horas.
Ínicio 8 de abril de 2020.
Dias e Horários Aulas semanais. Quartas-feiras, das 19h às 22h, e sábados, das 8h30 às 12h30.
Unidades
  • Curitiba – Ecoville
Investimento e Programa do Curso Clique e veja o investimento Download

Obrigado por se cadastrar!

Para conhecer as disciplinas deste curso, por favor, informe seu: